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Diário de Bordo




XXIV - Catedral de Sal

A Catedral de Sal de Zipaquirá, visitada por mim em 1974, fica a 56 Km de Bogotá, Colômbia.

A igreja tem 8.500 m² de área e está embutida em uma mina de rochas de sal de 1,5 Km². É a maior catedral subterrânea do mundo.

A região onde existe a cordilheira dos Andes foi fundo de mar há milhões de anos, por isso existem minas de sal em algumas regiões de cadeia de montanhas. Os indígenas, antes da chegada dos espanhóis, armazenavam a água salgada que brota na região e, por evaporação, obtinham o sal.

A partir do século XVI, os espanhóis começaram a realizar escavações para obter as pedras de sal e, em 1803, foi iniciada a sua exploração comercial. Atualmente a cidade de Zipaquirá produz diariamente 200 toneladas de rochas de sal que têm concentração de 10% de cloreto de sódio. A maior parte é destinada a indústria e ao consumo humano local e cerca de 3% é exportado para o México,Nicarágua e Guatemala.

Muitos religiosos e os que trabalhavam na exploração de sal iniciaram, em 1952, a construção de uma igreja subterrânea em uma galeria desativada. A obra ficou pronta dois anos depois e fez sucesso entre os moradores. A igreja tornou-se um grande centro religioso. No fim da década de 80, a igreja começou a apresentar risco de desabamento, sobretudo porque foi construída sem técnicas adequadas de engenharia e não sofria manutenção ou cuidados básicos.

Em Outubro de 1990,o governo federal anunciou a interdição da igreja e a imediata construção de uma catedral, também subterrânea e, em galerias desativadas, para substituir aquela.

O arquiteto colombiano Ruswel Garavito Pearl, especialista em arquitetura religiosa e em escultura abstrata, ganhou um concurso para projetar a nova catedral. Levando em consideração o empreendimento anterior, Pearl criou a igreja que tem três naves, representando o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

A obra foi inaugurada em 1995. Para se chegar a Zipaquirá é necessário passar por Bogotá onde o viajante poderá ver o Museu do Ouro que reune um acervo de 33,6 mil peças de ouro e 16 mil de cerâmica,todas produzidas antes do século XVI.

Ruter Hiroce.