Destaques das Minhas viagens - julho/2003
O homem migra ou viaja a negócios, por lazer ou em busca de novos conhecimentos.
Viajar é lazer e cultura. Na página sobre mim, é apresentado o resumo de minhas viagens
pelos continentes, países, cidades e estadas.
No Brasil, viajei por 23 Estados, Distrito Federal (Brasília), faltando conhecer apenas Acre,
Rondônia e Roraima. Passei por 713 cidades, pernoitando em 240 delas.
No exterior, estive nos três países da América do Norte, nos 12 da América do Sul,
mais o território da Guiana Francesa, Falkland e, na América Central e Caribe,
faltou apenas conhecer São Vicente e Granadinas. Estive, ainda, nos territórios das
Antilhas Americanas, Francesas e Holandesas, Ilhas Cayman, Porto Rico e Groenlândia.
Na Ásia, passei por Camboja, Cazaquistão, China, Cingapura, Coréia do Sul, Filipinas, Índia,
Indonésia, Irã, Israel, Japão, Jordânia, Líbano, Malásia, Maldivas, Palestina, Quirguizia,
Síria, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.
Na África, percorri a
África do Sul, Botsuana, Cabo Verde, Egito, Madagascar, Marrocos, Maurício, Mayotte, Quênia,
Reunião, Seychelles, Suazilândia, Tanzânia, Tunísia, Zâmbia e Zimbábue.
Na Europa, percorri a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária,
Croácia, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Gibraltar, Grécia,
Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Islândia, Itália, Iugoslávia, Luxemburgo, Malta,
Mônaco, Noruega, País de Gales, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, Suécia,
Suíça e Vaticano.
Na Oceania, estive na Austrália, Cook, Federação dos Estados da Micronésia, Fiji, Guam Niue,
Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Polinésia Francesa (Tahiti), Samoa e Tonga.
No total, percorri 2.386.000 Km, sendo 1.258.000 Km em 106 viagens de avião, de 87 campanhias,
correspondentes a 1.637 horas de vôo e a 625 decolagens e aterrissagens, em 224 aeroportos.
De navio, percorri cerca de 76.300 Km e o restante, de automóveis, ônibus, caminhonetes,
trens etc., até julho de 2003.
Em fevereiro de 2000, fiz uma expedição à Antartica, uma das
mais belas regiões do mundo.
O livro O nosso Brasil, adotado no curso primário, em Além
Paraíba (MG), despertou em mim o interesse por viagens. Esse livro relata as viagens de um
professor, com um casal de filhos, pelas capitais dos Estados brasileiros, durante as férias
escolares. O ensino de História e Geografia, no curso secundário, em Cataguases (MG), aguçou
ainda mais minha curiosidade em conhecer novos lugares, pessoas e costumes.
Ao ingressar na Escola Superior de Agricultura da Universidade Federal de Viçosa (MG), recebi um prospecto
em que se lia: A Agronomia é a mais difícil das ciências, a mais bela das artes e o mais nobre
dos ofícios e não se pode ser um bom agricultor sem possuir um sólido conhecimento. Com base
nesse conceito, tornei-me sócio do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas. A outra
frase constante do referido prospecto dizia: "Só se aprende por informação, observação e
experiência", princípio básico que norteou as minhas atividades de pesquisa no Instituto
Agronômico, Campinas (SP), onde me aposentei no cargo de Pesquisador Científico VI, em 1991.
No território brasileiro, os destaques são: as Cataratas do Iguaçu, com a vazão de 13.300 m³ de
água por segundo, a maior do mundo; a usina hidrelétrica de Itaipu, com a capacidade de
12.600 MegaWatts, também a maior do mundo.
Na América do Norte, destacam-se o Gran Canyon,
nos Estados Unidos, com a profundidade de 1.600m e 450km de extensão; a catarata do Niágara,
situada entre Canadá e Estados Unidos; as sequóias milenares com altura de cerca de 100m do
parque Yosemite; Disneylândia e Disneyworld, nos Estados Unidos; geleiras no Canadá e ruínas
astecas no México.
Na América Central, destaca-se a barreira de corais, em Belize com 280Km
de extensão, sendo a segunda do mundo.
Na América do Sul, o destaque é o pico do Aconcágua,
com 6.963m de altura do nível do mar. Na Argentina, há o museu do Fim do Mundo, situado na
cidade de Ushuaia, cerca de 55° de latitude sul. Nas ilhas Galápagos, Equador, existe um
pássaro singular, de penas pretas, chamado fragata. Na época do acasalamento, ele enche o
papo vermelho e fica à espera de ser escolhido por uma fêmea, ficando verdadeiramente de "papo
para o ar".
Ligando a América do Sul à América Central, encontra-se o Panamá, onde se construiu
um canal interoceânico, uma das maravilhas da Engenharia. Esse canal possui 80km de extensão,
152m de largura e 26m de profundidade, por onde passam mais de 14.000 navios por ano. Sobre
esse canal passa uma ponte que une as duas Américas e, por isso, nos postais desse país está
escrito: "Panamá, ponte das Américas e coração do mundo".
A Europa é a parte mais bela, culta
e badalada do Planeta. A primeira viagem para o exterior deve começar por este velho
continente. Em Amsterdã, Holanda, existe o Templo de Vênus, o único museu de sexo do mundo e,
em Moscou, na Rússia, há o museu do Ateísmo e Atividades Anti-religiosas, também o único no
globo terrestre, agora transformado em Igreja Ortodoxa. Na cidade de Rovaniemi, Finlândia,
existe o Papai Noel (Santa Clauss), no Alaska, Estados Unidos, há a Mamãe Noel. Papai Noel
responde cartas em 12 línguas, inclusive português. No Cabo Norte, Noruega, situado
a 71° 10' 21" de latitude norte, o sol não desapareceu por 73 dias, no verão e, no inverno,
são 60 dias seguidos sem sol. Na Finlândia, existe 887.888 lagos; na Sibéria, um milhão e,
no Alaska, três milhões.
Na África, o rio Okavango, que nasce em Angola e desaparece no
deserto de Calaari, em Botsuana, é o único rio que não desemboca no mar. O coco do mar da
ilha Seychelles atinge até 30 kg e apresenta aspecto da anatomia feminina de costas.
Na África do Sul, existe uma fazenda de criação de avestruz; essa ave com 2,40m de altura
põe ovo que resiste a um peso de 150kg na posição horizontal e a 250kg na vertical.
A fêmea choca durante o dia e o macho à noite, em um revezamento de dar inveja a muitas
fêmeas de outras espécies.
A grandiosidade das pirâmides do Egito não pode ser esquecida.
O continente asiático, ainda pouco conhecido no Ocidente, apresenta muitos pontos de destaque.
Os túneis construídos pelos "vietcongues", guerreiros do Vietnã do Norte, no Vietnã do Sul,
com extensão de 250km, constituíram uma estratégia de guerra que derrotou os Estados Unidos,
na década de 1960. Essa guerra ideológica acarretou perdas de mais de quatro milhões de vidas,
quatro mil vilajeiros bombardeados com sete milhões de toneladas de bombas, quantia 3,5 vezes
superior à jogada durante toda a segunda guerra mundial!
Por não ser conhecida no Ocidente, a
Grande Muralha da China não está relacionada entre as maravilhas do mundo antigo.
Essa muralha foi construída entre 221 a 210 a.C. em uma extensão de 6.990km com inclusão de
braços e ramificações. Foi construída no século XVI, com extensão de 2.400km.
Foram destruídos 51,5km dessa muralha, em 1979, para dar lugar a uma represa.
A muralha possui 4,5 a 12m de altura, 0,4 a 6,0m de largura e 9,8m de espessura.
Outra maravilha desconhecida no Ocidente é o Grande Canal, com 1.794km de extensão que liga
Pequim a Hangzhou. Foi construído entre 540 a.C e 1.327 d.C. Possui de 60 a 70m de largura,
por onde passam navios com carga de duas mil toneladas. As sete mil figuras de soldados,
cavalos e carruagens de terracota, em tamanho natural, descobertas em 1974, em Xian, China,
constituem outras maravilhas da Antigüidade.
O Petronas Tower, em Kuala Lumpur, Malásia, com
450m de altura, era o edifício mais alto do mundo, em 1996. O mausoléu do Taj Mahal, na Índia,
não pode ser esquecido, bem como a velocidade do trem bala no Japão.
Na Oceania,
a curiosidade fica por conta do pássaro noturno "Kiwi", símbolo da Nova Zelândia,
que deu o nome ao fruto originário da China.
As estátuas de pedra da Ilha de Páscoa,
Chile, pesando até 400 toneladas, não podem ser excluídas, assim como o caranguejo de
coqueiro.
Em resumo, poderia dizer que a região de natureza mais bela é a Escandinávia;
as sete cidades mais bela do mundo seriam: Estocolmo, Praga, Hong Kong, Cingapura,
San Francisco, Cidade do Cabo e Rio de Janeiro.
De modo geral, o mundo terrestre é cheio de
contrastes chocantes, onde "poucos possuem muito e muitos possuem pouco" e surge um dilema:
o que é mais justo "igualar os diferentes ou diferenciar os iguais"?
Se o mundo terrestre fosse constituído de uma só nação, com um só idioma e uma só moeda,
talvez houvesse melhor entendimento entre todos os povos.
Ruter Hiroce.
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