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Diário de Bordo


XXXII - Nepal

Entre 01 e 06 de outubro de 2003 tive a oportunidade de conhecer o Reino do Nepal (Sri Nepala Sarkar/Nepal Adhirajya).

Nos anos 60/70, o Almanaque Abril informava que este país era o único a admitir a poliandria (a mulher poderia casar-se com vários homens). A este respeito o guia local informou que somente na tribo sherpa (composto por cerca de 25 mil pessoas) este sistema é adotado, isto é, uma mulher de uma família casa-se com todos os homens irmãos de uma outra família, pois os homens nesta tribo são guias e carregadores de mochilas dos alpinistas da cordilheira do Himalaia e pelo menos um homem poderia ficar com a esposa.

A capital do Nepal é Kathmandu (1.093.414 habitantes) e a população do País é cerca de 24 milhões, vivendo numa área de 147.181 km2.
O idioma do país é nepali e a principal religião é o hinduísmo (76,7%).

Este País é famoso por abrigar o Monte Everest, pico mais alto da Terra com 8.848m de altura. É também a terra natal de Buda, que nasceu na cidade de Lumbini no ano de 623 A.C.

No vale do Kathmandu há vários monumentos históricos e por isso o vale foi tombado pelo UNESCO.
Na capital existe o Durban Square, onde se situam 55 templos e estátuas de divindades hindus como Kumari Devi e Shiva.

Próximo a Kathmandu estão as cidades de Patan e Bhaktapur. Patan tem também Durbar Square e do lado oposto fica Golden Temple, construido em 1409. Neste local há um templo budista onde foi filmado o Pequeno Buda. Nagarkot fica a 30 Km de Kathmandu e numa altura de cerca de 2.500m de onde é possível ver vários montes, inclusive o Everest.

No Nepal, búfalo, iaque, vaca, cão e macaco são sagrados. A suástica, cruz gamada, significa boa sorte para hinduistas e budistas. Este símbolo foi apropriado pelos nazistas.

O cumprimento nacional "namaste" significa bem vindo, bom dia, o Deus que existe em mim sauda o Deus que existe em você.

Ruter Hiroce.