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Diário de Bordo


Setembro de 2001

VI - Cingapura

Em continuação a segunda viagem ao redor do mundo, chegamos a Cingapura, cidade-estado localizada na maior ilha de um arquipélago ao sul da Península da Malásia. A Cidade-Estado possui 3.600.000 habitantes numa área de 641 Km2. As áreas urbanas ocupam metade do território e no restante estão plantações, parques públicos e áreas militares. Muito pouco da floresta tropical original tem origem sobrevive.

A maioria da população tem origem chinesa e existem minoria malaia e indiana. Mesmo sendo uma cidade moderna, Cingapura preserva elementos das antigas culturas asiáticas.

Durante século a ilha foi ocupada por pescadores e pertencia ao Sultanato de Johore no sul da Malásia.

Em 1819, sir Stanford Raffles, da Companhia da Índia orientais, fundou ali um entreposto comercial. Cinco anos depois, Johore cede a ilha da Companhia e Cingapura tornou-se Colônia Britânica. Em 1959, a ilha obtém autonomia administrativa e, em 1963, incorpora-se à Federação Malaia (atual Malásia). A união fracassou por causa de tensões entre a maioria de malaios da federação e a maioria de chineses de Cingapura. Em 1965, Cingapura tornou-se independente.

Importante entreposto comercial e financeiro, o País tem uma renda per capita superior a 30 mil dólares e seus habitantes desfrutam um dos mais altos padrões de vida do mundo. A economia se baseia em serviços bancários e portuários, no turismo e na industria de alta tecnologia. O metrô, construído em 1991, está entre os mais eficientes do mundo e a Singapore Air Lines foi a melhor companhia aérea do globo. Mais de 3.500 empresas multinacionais concentram seus centros de operações na ilha. Politicamente, a ilha tem um sistema fechado com censura severa e chibatadas ainda são usadas como penas legais.

Cingapura é um dos líderes mundiais na manutenção de um ambiente urbano perfeito. Não existe lixo nas ruas, graças a pesadas multas. Há alguns anos, um norte-americano que pichou vários automóveis foi condenado a uma de seis chibatadas de vara de bambu. Com a intervenção do presidente Bill Clinton, a pena foi reduzida para quatro chibatadas.

Ruter Hiroce.
 
 

Fonte: Jornal Legal - Campinas - SP